|
As Filarmónicas de Arganil e Pampilhosa da Serra souberam estreitar ainda mais os laços de amizade entre as duas comunidades

Foi com vivas a Arganil e Pampilhosa da Serra que foram encerradas as festividades em honra da matrona das Misericórdias – Santa Isabel.
Por: José Travassos de Vasconcelos
Se no passado os dois concelhos estiveram unidos sob a égide da Justiça, pois a sede da comarca era em Arganil, no dia 4 de Julho findo mais essa familiaridade se arreigou através de uma jornada festiva e amiga que se manifestou, numa organização conjunta da Santa Casa da Misericórdia de Arganil e da Associação Filarmónica de Arganil Pouco passava das 8 horas quando da Mata do Hospital surgiram os acordes da Filarmónica local, numa alvorada que fez avivar as memórias mais saudosas, pois já lá vão alguns anos que no início de cada ano (1.º de Janeiro) essa actividade fazia parte do programa que nesse dia se efectuava. Depois, pelas 10 horas, no Bairro do Prazo aconteceu a recepção. Agrupadas, as duas Filarmónicas, intervaladamente, seguiram em direcção ao Lar da Terceira Idade Comendador Cruz Pereira, sede da Misericórdia. Foram ali recebidas pelo provedor da Misericórdia, professor José Dias Coimbra e por toda a Mesa Administrativa. Consumado o cerimonial de boas-vindas, teve lugar de seguida a missa, celebrada pelo reitor da paróquia. O cónego Manuel Martins, durante a homilia, não deixou de evidenciar o momento festivo que estava a viver-se, dele comungando a amizade e cultura entre duas comunidades vizinhas. Após a eucaristia realizou-se a tradicional procissão, com a imagem da santa, cujo andor, como é habitual também foi transportado aos ombros de funcionárias da Misericórdia e do Centro de Saúde. Durante o itinerário, enquadrado apenas no Cimo de Vila, a procissão foi abrilhantada pelas duas bandas, revezando-se. De seguida teve lugar o almoço campestre na Mata do Hospital, no meio da poesia de autoria de diversos autores da Beira-Serra, inscrita em pedaços de xisto, poesia que envolve diversos locais. O som das duas cascatas que nesse dia iniciaram a sua maravilhosa função, também foi um pormenor interessante e melodioso. Depois aconteceram os concertos: primeiro, esteve em palco o Grupo Fraternidade Pampilhosense, que sob a regência de Pedro Ralo executou: “Cláudia”, “Antonin’s New World”, “Uma Noite em Lisboa”, “Viva Itália” e Queen’s Parck Melod”. Em relação à Filarmónica Arganilense, regida pelo Professor Álvaro Pinto, escolheu para esta festa: “Consuelo Císcar” (Pasodoble de Concierto); “Nabuco”; “Oregon”, “Fame”, “Tequila” e “Sonhos de Portugal”. Depois vieram as palavras amistosas, de regozijo e de agradecimento por ter acontecido festa tão maravilhosa. Não só da parte dos presidentes das bandas, Professor António Seco e Esmeralda Alexandre, mas também da vice- provedora da Santa Casa de Arganil, Dr.ª Fernanda Maria Dias e dos maestros das bandas. E foi com as duas Filarmónicas, tocando em uníssono a partitura “BandasFilarmónicas.com”, que esta jornada musical e de confraternização terminou, não sem que, entretanto, fossem também trocadas lembranças e medalhas, as quais ficarão a perpetuar no tempo tão amistoso como salutar o dia 4 do mês de Julho de 2010. É de registar que estiveram presentes a maior parte dos elementos dos corpos sociais da Filarmónica Arganilense e também da de Pampilhosa da Serra, esta de maioria feminina.
José Travassos de Vasconcelos |