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A pequena aldeia da Póvoa, concelho e freguesia de Pampilhosa da Serra, viveu mais um dia de festa, onde a amizade e o reconhecimento ao valor de uma pessoa foram as notas dominantes.
Arnaldo Rodrigues de Almeida, e parte significativa da sua família, sentiu na pele as dificuldades de quem teve que passar semanas e semanas nas camas dos hospitais, mas também sentiu que não era um homem só e à sua volta sempre teve uma família e amigos dedicados. Decidiu, então, Arnaldo Almeida que gostaria de reunir na “sua” aldeia como forma de agradecimento, todos quantos de preocuparam com ele e com ele acreditaram que era possível regressar à Póvoa. A jornada que juntou mais de 100 convidados, iniciou-se com uma singela Missa celebrada na capela da aldeia, devidamente engalanada e alindada, foi presidida pelo Prior de Pampilhosa da Serra. A capelinha dedicada a Santa Eufêmia, linda como nunca, foi demasiado pequena para albergar todos quantos se quiseram associar nesse momento de pleno significado. O almoço, servido no salão do museu da Póvoa, foi composto de algumas iguarias especiais, mas não foi esquecida a gastronomia serrana muito em especial a doçaria da aldeia. O delicioso Pão de Ló à moda da Póvoa marcou presença para delícia dos apreciadores deste género de iguaria. Arnaldo Rodrigues de Almeida não tendo origem na aldeia da Póvoa, adaptou-a como sendo o seu lugar do coração há mais de 40 anos. Segundo César Oliveira, “Arnado Almeida, nasceu em Pescanseco Cimeiro e contraiu matrimónio na Póvoa com Aurora Antunes, filha de Alfredo Simão Antunes, delegado da primeira Comissão de Melhoramentos, na Póvoa, no já longínquo ano de 1937. Desde sempre virado para os negócios, é o que se pode chamar um empresário de sucesso. Em termos puramente regionalistas, o seu nome não pode ser dissociado dos momentos áureos da Comissão. Desde o grupo “Os amigos da Póvoa”, esteve sempre na primeira linha de actuação. Curiosamente, sendo a personalidade de todos os ex-dirigentes onde a “cultura de sucesso” era mais vincada, nunca procurou ou evidenciou sinais de vedetismo; bem pelo contrário, a sombra era o seu lugar preferido. É, ainda, um homem crítico, sem receio de entrar em polémicas, mas pela positiva, pelo contributo sério e honesto a uma causa comum”. Recentemente dotou a aldeia com um Museu, onde carinhosamente guarda um espólio importante de peças capazes de contar a história das Serras da Pampilhosa, bem como muitas outras que já não são possíveis de encontrar e que ainda funcionem na perfeição. O evento terminou com um pequeno baile à moda serrana, que foi iniciado pelo casal anfitrião e que acabou por contagiar a quase totalidade dos presentes. Na retina ficam, contudo, dois momentos de enorme ternura: o recordar os tempos de grande “dançarina” protagonizado pela D. Aurora; e ver o avô Arnaldo “iniciar” a neta Adriana nas modas da Póvoa. No final do dia, Arnaldo Almeida era um homem cansado mas que dificilmente escondia a sua felicidade. Assim, uma vez mais, como se diz na aldeia “vamos todos como os da Póvoa”.
Luis Gonçalves |