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O antigo deputado constituinte Kalidás Barreto é o convidado especial da Associação de Juristas de Pampilhosa da Serra (AJPS) para a cerimónia de inauguração da exposição “Os Deputados Pampilhosenses ao Parlamento Português CONTINUAR

Novidades da aldeia de Cabril

Fique a par das novidades da aldeia de Cabril. O restauro da torre sineira da antiga igreja paroquial, a semana desportiva, novidades do parque desportivo, entre outras notícias. continuar

O objectivo final é tentar criar uma base que sirva de estudo a potenciais interessados pelas nossas gentes”

Por: António Amaro Rosa (Para o Jornal Serras da Pampilhosa)

Associação de Juristas da Pampilhosa da Serra (AJPS) vai levar a cabo em Setembro deste ano uma Exposição intitulada “Os deputados pampilhosenses no Parlamento português (1822-1976).  Continuar
 

A Biblioteca Municipal pampilhosense vai ser enriquecida com 16 volumes graças à exposição “Os Deputados Pampilhosenses ao Parlamento Português (1822-1976), organizada pela Associação de Juristas de Pampilhosa da Serra (AJPS) e com inauguração agendada para o dia 11 de Setembro. continuar

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“Á atenção do Sr. Presidente da Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra e Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Dornelas do Zêzere”.

Como já o mencionei logo na primeira vez que resolvi escrever no “Livro de Visitas” de Dornelas do Zêzere em 16/5/2008, embora seja natural do Alqueidão, foi também em Dornelas que passei parte da minha mocidade, pelo que conhecia toda essa “gente boa”, que, talvez pela minha juventude, jamais esquecerei.

 

Em princípios de Abril de 1956 emigrei para Angola onde, durante os quase vinte anos, que ali permaneci encontrei pessoas de várias localidades da nossa “zona”, nomeadamente da Póvoa da Raposeira, Portas do Souto, Adurão, Carregal, Barroca, S. Martinho, Janeiro de Cima, Dornelas, etc., etc.

Em início dos anos 70, quando foi criado um Posto da PSP na então Vila da Jamba -Centro Sul de Angola – onde se procedia à exploração de minério de ferro pela “Companhia Mineira do Lobito”, quem foi chefiar o dito Posto foi o então “Chefe” José Francisco Gonçalves Cebola.

Não nos víamos há mais de uma década, logo que nos encontrámos nos reconhecemos e passámos a ser bons amigos.

Dois ou três anos depois Foi, a seu pedido, transferido para “Vila General Carmona” – Região Norte de Angola – onde já tinha estado a prestar serviço na PSP e tinha construído duas casas, e, só nos voltámos a encontrar cá, estava ele a chefiar o Posto da PSP da Covilhã, foi depois promovido e nomeado “Comandante Distrital da PSP do Distrito da Guarda” e, a partir daí sempre que me deslocava ao Alqueidão visitar os meus pais, quase sempre nos encontrávamos, e, em conversas que íamos tendo, fui-me apercebendo de quanto ele gostava da sua terra – Dornelas – e o que fazia por ela. Vou citar algumas obras das que tive conhecimento em que ele se empenhou.

Em fins dos anos 70 – como as pessoas que nessa altura tinham “televisão” nas suas casas sabem – não conseguiam ter uma imagem razoável, pois o nosso amigo “Zé Cebola” resolveu por mãos à obra e instalar uma antena ao cimo da serra do Alqueidão que captasse o sinal directo da antena instalada na serra do Carregal e o enviasse para Dornelas e naturalmente para o Maxial, conseguindo assim melhorar substancialmente, a imagem dos televisores existentes em Dornelas. Sei, porque na altura da construção das instalações onde ia ser colocado o equipamento, fui apresentado e fiquei a conhecer o Sr. António Mendes Baptista de Janeiro de Baixo – pelo que me foi dado saber, nessa altura o maior empresário do concelho da Pampilhosa da Serra – é que estava a fazer a obra. Dada a amizade que certamente existia entre os dois, provavelmente, o Sr. António Mendes não lhe terá cobrado nada, mas, seja como for, esse melhoramento ficou a dever-se ao, na altura, “Comissário Cebola”.

Muito se empenhou e contribuiu juntamente com a saudosa “Professora Maria Virgínia” na criação, em 1982 da “Associação de Solidariedade Social de Dornelas do Zêzere”, mesmo não desempenhando qualquer cargo na Associação, fez ao longo dos anos, várias viagens a Lisboa e a Coimbra com a “Professora Maria Virgínia”, tratar de assuntos da Associação na sua própria viatura. Disponibilizou-se, após a morte da “Directora”, Presidente da Direcção da Associação, para presidir à Direcção da Associação, onde se manteve nos últimos anos antes da sua morte. Disse-me algumas vezes que tudo isto lhe ficava muito caro.

Foi o grande dinamizador do “Rancho Folclórico de Dornelas do Zêzere, ninguém faz ideia do trabalho e empenho que ele teve, primeiro em Legalizar e aprovar os Estatutos e Regulamento do Rancho, depois, o mais difícil, mantê-lo em actividade. Fez dezenas de viagens com a sua viatura ir buscar e depois levar os acordeonistas para os ensaios e actuações, manter o Rancho em actividade foi-lhe algo cansativo e dispendioso.

Não sei a situação actual do “Rancho Folclórico de Dornelas do Zêzere”, vamos ver se aparece alguém para lhe dar continuidade, uma coisa é certa, ao fim de quase meio ano após a sua morte, ainda continua o mesmo endereço - RUA CASTANHEIRO DA ROSA Nº 26 – 3320 DORNELAS DO ZÊZERE  - precisamente a residência do “Comissário Cebola” - e os mesmos números de telefone que sempre teve - 275 108 107  - (TM 933 772468 número do seu telemóvel)

Fez também várias viagens a Coimbra fazer pedidos ao Sr. Governador Civil do Distrito, para melhoramentos em Dornelas, cujas viagens e outras despesas - com ofertas de almoços – que não ficariam baratos, tudo pago por ele.

Foi o grande obreiro na construção do “açude” no rio Zêzere dando origem a uma óptima albufeira onde as pessoas de Dornelas, sobretudo no Verão, podem desfrutar de bons momentos de lazer, valorizado com a “ponte pedonal” que encurta substancialmente, a distância entre as duas aldeias vizinhas, Alqueidão e Dornelas.

Embora tenha contado sempre com a colaboração do conterrâneo “D. Eurico Dias Nogueira” com a “Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra” e naturalmente com a “Junta de Freguesia, sempre disponíveis a apoiar as suas iniciativas, provavelmente, sem o empenho, conhecimentos e influência do “Comissário Cebola” devido às funções que desempenhava na vida pública, certamente não seria possível construir uma obra como aquela.

Não terá feito tudo bem ao longo da sua vida, mas portador de um enorme coração. É evidente que, por vários motivos, não agradaria a toda a gente – como acontece com todos nós – mas era amigo do seu amigo, sempre disponível a ajudar quem lhe pedisse.

Foi, sem qualquer dúvida, uma das pessoas que muito contribuiu para o engrandecimento de Dornelas do Zêzere, nunca se poupando a esforços para colaborar em obras de grande significado e valor para “Dornelas do Zêzere”.

Nunca em vida lhe foi reconhecido o real valor pelo que fez pela sua “Terra”, presumivelmente, porque – como diz o “Ditado Popular” - “Santos da Terra não fazem milagres”. Estou deveras admirado pela ausência – pelo menos na “internet” ainda não vi qualquer escrito onde fosse elogiado e referido o nome de um “dornelense” que muito fez pela sua “Terra” - “O Sr. Comissário Cebola” – como era conhecido por todos, mas, nunca é tarde para dar e reconhecer o valor a quem de facto o teve.

Por tudo o que acabo de mencionar seria de toda a justiça que se esqueçam algumas quezílias que certamente terão existido, que a “Junta de Freguesia” de Dornelas do Zêzere e a “Câmara Municipal do concelho” pelo menos analisassem o “assunto” e decidissem se era merecido reconhecer o mérito ao “Sr. Comissário Cebola” pelo que de facto fez pela sua “Terra”e se seria merecedor de, por exemplo o “Largo” entre o chamado “Clube” e o rio onde liga a “Ponte pedonal” que liga Dornelas ao Alqueidão,” ter o seu nome.

Perdoem-me a ousadia, “é apenas uma sugestão”.

Cumprimento com simpatia todos os dornelenses e pampilhosenses, em especial o Sr. Presidente da Câmara da Pampilhosa Sr. José Brito Dias, que tão bem tem sabido gerir o seu concelho, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Dornelas Sr. Silvério, que também fará o seu melhor em prol da sua Terra, bem como todas as pessoas que venham a ler este escrito. Um abraço.

 Joaquim Gonçalves Dias.

 

 

Comentários
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à Portela
Diamantino Gonçalves (84.91.178.xxx) 2010-05-20 21:22:57

Peço desde já desculpa pelo modo rude da minha opinião, por se tratar de um comentário à carta do meu amigo Joaquim Gonçalves Dias. E, digo que concordo com o que diz do saudoso e também meu amigo Comissário Cebola, tive a oportunidade de conversar abertamente com ele sobre o monumento que ele divide com o Dom Eurico. Num dos sítios mais lindos da freguesia de Dornelas, (à Portela), apesar de todos os contributos e sacrifícios para a sua edificação, um pouco disparatada a meu ver, é, também bom assumirmos o que não está bem. Em nome pessoal, a contribuição foi zero, mas não me tira o dever de dar a minha opinião. Aquele lugar público, é de todos. Mas homenagear duas figuras ilustres, no mesmo local não é lá muito digno para ninguém. Para além da remodelação mais do que necessária que a Portela precisa, deixando lá só a figura maior de Dornelas, Dom Eurico Dias Nogueira, é, nem mais nem menos que um acto de bom senso. E o lugar que sugere para o sr. Comissário é sem dúvida um lugar que dignifica e muito o seu nome.
Diamantino Gonçalves
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