






O antigo deputado constituinte Kalidás Barreto é o convidado especial da Associação de Juristas de Pampilhosa da Serra (AJPS) para a cerimónia de inauguração da exposição “Os Deputados Pampilhosenses ao Parlamento Português CONTINUAR
Novidades da aldeia de Cabril
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Fique a par das novidades da aldeia de Cabril. O restauro da torre sineira da antiga igreja paroquial, a semana desportiva, novidades do parque desportivo, entre outras notícias. continuar
A Associação de Juristas da Pampilhosa da Serra (AJPS) vai levar a cabo em Setembro deste ano uma Exposição intitulada “Os deputados pampilhosenses no Parlamento português (1822-1976). Continuar
A Biblioteca Municipal pampilhosense vai ser enriquecida com 16 volumes graças à exposição “Os Deputados Pampilhosenses ao Parlamento Português (1822-1976), organizada pela Associação de Juristas de Pampilhosa da Serra (AJPS) e com inauguração agendada para o dia 11 de Setembro. continuar
| Respondendo a Manuel Dias da Silva |
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CORRECÇÃO A ALGUMAS IMPRECISÕES CITADAS EM ARTIGO INSERIDO NO SERRAS DA PAMPILHOSA – SETEMBRO 2008 "Souto do Brejo continua de braços abertos, tal como pai perante o filho pródigo perdoa-lhe sempre e perante este facto, só não vem quem não quer, ou então, não vem quem quer libertar-se de algo, talvez o Souto do Brejo não seja a sua opção, respeite-se, mas então não se fale em nome de uma terra e de um concelho."
Meu pai, homem de visão à data, não quis que os seus filhos se resumissem à esfera da aldeia e à possibilidade de estudarem com o apoio da igreja, (nos seminários) que era o que estava reservado aos “mais dotados”, nessa altura infelizmente os pais desses meninos nada tinham para os mandar estudar, perante essa realidade, ou iam para padres ou no fim do curso de Teologia nos seminários saltavam cá para fora e assumiam uma determinada profissão e um novo estilo de vida. Recordo ao Engenheiro Manuel Dias da Silva que desde a data que meu pai foi para Angola, este recebeu vários convites da C.E.B., dirigidos por telegrama e carta para essa colónia portuguesa, para que este assumisse o lugar que tinha abandonado e com convite para assumir o lugar de encarregado da subestação da Carvalhosa em Coimbra já atrás referida, e à data do novo convite já estava em funcionamento. Um dado que entendo de elementar justiça para com meu pai, desde que este saiu da Central de Santa Luzia, onde também tinha casa ao lado da Central, e deixou de ser funcionário da C.E.B., todas as reparações que eram feitas na própria Central de Santa Luzia, sob a supervisão de meu pai, passaram a ser feitas por pessoal da Lousã, o que atesta a capacidade e qualidade profissional de meu pai. Em época de vacas magras muitos (alguns ainda vivos), pediram a meu pai para por eles interceder junto do Engenheiro Lemos, para os admitirem como trabalhadores na C.E.B., muitos deles reformaram-se da C.E.B. / EDP, e ainda hoje gozam a merecida reforma, e continuam grandes amigos de meu pai, talvez qui’ça pelo reconhecimento da elevada estatura moral de meu pai, outros beneficiaram do trabalho na Central e por opções de vida de lá saíram. O meu pai felizmente sempre assumiu lugares de destaque em Angola, provavelmente o senhor Engenheiro não conheceu o percurso profissional de meu pai em Angola, mas aproveito para o elucidar: o meu pai não foi só Encarregado da Central Hidroeléctrica das Mabubas (rio Dande), mas também de Cambambe (rio Cuanza) e de todo o centro de distribuição de energia eléctrica de Luanda que distribuía a energia para o Centro e Norte de Angola, o que lhe conferia o lugar de Encarregado Geral da SONEFE – Empresa distribuidora de energia em Angola. Já viu a dimensão da área e a responsabilidade de meu pai? Será que ao resumir de uma forma redutora a acção de meu pai por terras de Angola o libertará de algum trauma? Viemos de Angola em 1975, e não nos lastimamos, não choramos e, em 1976, rumamos ao Brasil, e ai está novamente meu pai a dar cartas dirigiu na componente electro-mecânica de grandes monstros multinacionais a POLLIG-HECKELL-Brasil, e a CEMAN – Brasil, responsáveis pela construção do pólo petroquímico de Camaçari em Salvador (BAHIA), e em Juazeiro no estado da BAHIA - Brasil. Meu pai desde que regressou do Brasil, (1980), sempre viveu e vive em Souto do Brejo, na mesma casa, no mesmo lugar, onde todos o conhecem e onde ainda hoje os soutenses lhe pedem para arranjar o rádio, a máquina de lavar, a televisão, o frigorífico, a arca, o som do sino o relógio da igreja, o tractor do mais pequeno ao tractor de grandes dimensões que é usado no pinhal, para além de até à pouco tempo dar apoio técnico a uma das grandes empresas da região refiro-me evidentemente à PINORVAL sita no Orvalho concelho de Oleiros. Como a vida é o que é e não podemos mexer-lhe, o Souto do Brejo, mesmo no tempo em que a estrada era má estava a 2 horas de Coimbra, e hoje, a pouco mais de uma hora, continua a não ver todos os seus filhos, que no passado e no presente a continuam a desprezar, quem sabe mesmo terão vergonha de afirmar a sua existência, mas o Souto do Brejo continua de braços abertos, tal como pai perante o filho pródigo perdoa-lhe sempre e perante este facto, só não vem quem não quer, ou então, não vem quem quer libertar-se de algo, talvez o Souto do Brejo não seja a sua opção, respeite-se, mas então não se fale em nome de uma terra e de um concelho. |